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A temperatura ideal dos vinhos

A observação da temperatura de serviço e de armazenamento é muito importante para manter o vinho íntegro, com todas suas qualidades preservadas e para a melhor experiência de quem vai prová-lo. O principal motivo pelo qual muitas garrafas de vinho são arruinadas é por terem sido armazenadas em temperaturas excessivamente altas.

Infelizmente, não há muito que nós, consumidores, possamos fazer sobre isso, pois acontece em toda a cadeia de abastecimento. A única forma de diferenciarmos quem tem boas práticas de armazenamento e transporte é testando, e com o tempo freqüentar apenas os comerciantes de vinho que reconhecermos por ter boa reputação e que se preocupam com seus produtos.

A temperatura dos vinhos

Ok, voltemos então para o título deste artigo, por que o parágrafo anterior serve apenas como alerta, já que não adiantaria nada se observar e ter cuidados com a temperatura de serviço do vinho se quem comercializou o vinho não teve cuidado na estocagem e/ou no transporte. Quando estamos começando a nos aprofundar no tema, escutamos muitas vezes outras pessoas falando que o vinho tinto deve ser servido em temperatura ambiente. Bem, aqui no Brasil este conselho pouco vale.

Em estados que a temperatura ambiente média no inverno é de 18 graus, esta é uma temperatura muito boa para servir, e até mesmo para armazenar seu vinho. Só que a realidade da grade maioria dos estados é de temperatura média na casa dos 25, talvez até mais e isso é ruim, muito ruim, tanto para armazenar e servir seus vinhos.

Acima de 18º é problema


Ao servir o vinho tinto, temperaturas acima de 18 graus tendem a acentuar suas falhas e aumentar a percepção de álcool no aroma. Todos os aromas que você pode sentir no vinho estão lá porque certos compostos aromáticos estão evaporando. O álcool ajuda a levantar alguns destes compostos, mas pode tornar-se incômodo com a temperatura mais alta e dar uma sensação de que o vinho está demasiadamente “quente”.

Servir vinhos na temperatura correta permite que os compostos aromáticos sejam liberados aos poucos, juntando-se para formar em alguns casos (vinhos mais envelhecidos) um bouquet rico e complexo. Já quando a o vinho é servido gelado demais, o oposto ocorre, os aromas ficam mais tímidos e demoram mais para começar a serem liberados, o que começa a acontecer de acordo com a elevação da temperatura.

Temperatura interfere nas percepções

A temperatura de serviço também tem um efeito sobre a percepção do gosto. Vinhos são uma equação entre álcool, acidez e taninos, estes 3 pilares compõem a estrutura de um vinho. Servindo um vinho a temperaturas muito baixas, percebe-se mais a acidez, a percepção de aumentos de ácido. Isso não é muito surpreendente, uma vez que tendem a fazer o nosso amor branco torrado bem legal, com freqüência muito legal, para extrair o máximo deles crocância!

Com os vinhos tintos, não só é o ácido destaque quando servi-los muito frio, mas os taninos tendem a se tornar muito adstringente e difícil. Ambos estes efeitos são principalmente devido aos polifenóis aromáticos e frutados que dão a cada vinho frutado característico sendo suprimido em temperaturas mais baixas.

Quente ou gelado?

Abaixo, veja uma pequena lista com alguns exemplos que podem ser seguidos sem erro!

 

  • 19° C – Porto Vintage
  • 18° C – Bordeaux, Shiraz
  • 17° C – Borgonha, Cabernet
  • 16° C – Rioja, Pinot Noir
  • 15° C – Chianti, Zinfandel
  • 14° C – Porto Tawny, Porto Ruby, Madeira
  • 13° C – Boa temperatura de armazenagem
  • 12° C – Beaujolais, Vinho Rosé
  • 11° C – Branco Viognier, Sauternes (vinho de sobremesa)
  • 9° C – Chardonnay
  • 8° C – Riesling
  • 7° C – Champagne, Espumantes
  • 6° C – Ice Wines
  • 5° C – Asti Spumanti

Créditos:  Jessica Wilson/Carnwennan/littlenutbrownhare/ Ávido di Vino.

Fonte: Papo de Bar.

 

Traducao do site


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